Qualquer esforço de se tornar algo diferente, de parar de sentir algo, controlar um pensamento, ensaiar comportamentos novos, nos fragmenta. Agora temos um eu aqui e o problema ali. Divisão. Só que esse mesmo eu é parte do problema.
O que fazer então? Ver essa dinâmica acontecendo. Ver a vontade, as emoções, os pensamentos. É o único saudável que podemos fazer. O eu com problema não pode se livrar do problema que ele é parte.
Só aí então que algo completamente novo pode surgir. Sem o eu no caminho querendo consertar algo que ele sequer pode. A observação pura de todo o movimento acontecendo, sem nenhuma intenção, é o que nos mantém inteiros, apesar do turbilhão que pode estar acontecendo.
É sobre estar inteiro. Agora há concentração de energia. E nisso há inteligência organizadora.
Qualquer ação do eu para mudar aquilo que está sendo visto e experimentado causa fragmentação e conflito interno.